quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Coluna Adélia Responde








Sabe aquelas dúvidas que surgem na hora de usar adequadamente os produtos? Ou a indecisão quando temos de escolher qual o melhor tratamento de beleza?  Nesta coluna, a cosmetóloga Adélia Mendonça irá responder às principais dúvidas referentes ao universo da estética. Com mais de 30 anos na área e vários cursos internacionais, Adélia tem amplo conhecimento sobre as necessidades que a pele apresenta e os tratamentos disponíveis no mercado.
Para participar, basta nos enviar um e-mail para contato@adeliamendonca.com.br contendo seu nome, cidade, estado e a pergunta.
Confira algumas das questões apresentadas pelos clientes, durante o mês de outubro, nas lojas Adélia Mendonça.
Adélia Mendonça - cosmetóloga e esteticista

1)     Qual a diferença dos protetores solares Daily e Stop Sun? 
AM: A linha de filtro solar Daily Protection é destinada a peles maduras, ou para mulheres que já entraram na menopausa e que apresentam disfunções cutâneas (pele envelhecida, desvitalizada, com fotoenvelhecimento, etc.). É uma linha enriquecida com ativos antienvelhecimento
Já a linha Stop Sun é indicada para a pele oleosa ou que transpira muito, além de esportistas, pessoas que frequentam a praia, piscina ou qualquer outro ambiente em que estejam muito tempo expostas ao sol. Ela contém ativos que a torna resistente à água e ao suor.
2)     O Clean Face Lotion deve ser retirado do rosto? 
AM: Clean Face Lotion é formulado para ser usado sem enxague, no entanto, algumas pessoas podem apresentar sensibilidade ao ácido salicílico, um de seus ativos. Dessa forma, caso a pele apresente vermelhidão, irritação ou qualquer outra alteração, o cliente deve fazer nova dermoanálise (lembrando que é sempre gratuita), para que seja verificado se é necessário substituir o produto pelo Hidraction Tonic (loção de limpeza formulada sem o ácido salicílico) ou apenas recomendar que o cliente deixe o produto agir por três minutos, lavando o rosto em seguida.
3)     Qual a diferença do bloqueador e protetor solar?
AM: O termo bloqueador solar foi suspenso pela vigilância sanitária, em razão do nome sugerir o bloqueio da radiação solar, o que na verdade, não acontece. Ela penetra na pele, mesmo com o uso do filtro solar, pois, este tem a ação de filtrá-la e não bloqueá-la. Portanto, a denominação correta é protetor solar.
4)     Os filtros solares 50, 60 e 100 protegem mais que os filtros 20 e 30? 
AM: Na tabela Fitzpatrick, que mede o fator de proteção e porcentagem determinada pelo filtro (FPS 20, 30, 50, etc.), o fator 30 protege 96% da radiação e o fator 60, atinge 98,5%. Dessa forma, a diferença de proteção entre os fatores 30 e 60 é de apenas 2,5%. Portanto, ambos devem ser reaplicados no mínimo, duas vezes ao dia para manter sua ação. No Brasil, aconselha-se usar o fator mínimo 15 e máximo 60. Outra questão importante sobre o FPS é que, o fator cientificamente comprovado, vai até 60. O fator máximo deve ser usado em períodos curtos. Ex: quando se expuser na praia, piscina também no pós-peeling e pós-cirurgia.
Quanto ao uso diário, aconselha-se o fator 30.  Esta recomendação deve-se ao fato de que, quanto maior o FPS, mais química haverá no filtro solar. Dessa forma, torna-se desnecessário usar diariamente fatores altos, sem que haja uma condição especial da pele ou de exposição, que requeira o uso deste grau de proteção.
Outra situação que deve ser levada em consideração, é que, muitas vezes, há um equívoco na interpretação do uso de qual fator usar. Pessoas com pele sensível, que apresentam vermelhidão, acreditam que por isso, necessitam de usar filtros de alta proteção. Mas é um grande engano, pois, muitas vezes, este quadro se apresenta justamente, pela alta porcentagem da química usada nos fatores mais altos.
5)     Os produtos cosmecêuticos devem ser aplicados um após o outro?
É importante uma dermoanálise para detectar a necessidade do uso correto do cosmecêutico. A sequência do uso será determinada a partir desta avaliação que vai identificar a disfunção cutânea. De acordo com o quadro apresentado, verifica-se a terapia adequada, quais e quantos produtos indicar. A pele brasileira é miscigenada e, esta condição, pode exigir um pool (associação) de ativos que garantam a eficácia do tratamento dermocorretivo.
Identificado o tratamento, os produtos serão usados um após o outro, conforme orientação da consultora Adélia Mendonça.
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